sábado, 13 de setembro de 2008

maria me observa entre contas vencidas e extratos.
sai da sala e volta em seguida com R$ 7,00 na mão.
- mamãe te dou todo meu dinheiro só pra você ficar feliz de novo.
- querida, dinheiro não deixa as pessoas felizes.
- então porque quando você não tem dinheiro você fica triste ?

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

eu nunca achei que seria mãe. nem gostava tanto de brincar de casinha na infância. eu tinha certeza que havia nascido sem o tal "instinto materno"...o tal dom mágico que surge como que por um milagre em toda mulher praticamente na hora do parto.
tenho sérias dificuldades em administrar os "porquês" e "bicos" de Maria. nem sempre, no final do dia, tenho a paciência necessária para recortar palavras começadas com "gue" e "gui". eu definitivamente odeio "Cartoon Networks" e os sapatinhos da "Polly"... não sei como explicar a ela que simplesmente, por mais incrível e inacreditável que isso possa parecer, não posso comprar tudo o que ela deseja...eu nem sei como ela consegue desejar tudo o que ela deseja... não sei o que responder quando ela vem reclamando que as "costas estão coçando" com um ar de acusação como se eu tivesse culpa de ter gerado um ser...que pode sentir coceira nas costas. não consigo ficar indiferente às suas "crises precoces de adolescente" e isso torna as tais crises ainda mais freqüentes e eu ainda mais intolerante. tento o tempo todo ferozmente resistir a tentação de resolver os seus problemas, tirar todas as suas dúvidas, elevar sua auto-estima, espantar seus fantasmas...nesses momentos me sinto o ser mais impotente e incompetente do planeta...entenda...ainda outro dia eu era uma menina mimada e bicuda que vivia com coceira nas costas.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008


ainda hoje quando conheço uma Talita é automático lembrar...
a perspectiva de uma segunda-feira tensa
atropelou a madrugada de meu domingo gostoso...
as olheiras acordaram comigo e, aparentemente,
me farão companhia por mais alguns dias.
o que estava bom...maravilhoso...hoje está meio nublado!

sábado, 6 de setembro de 2008

sou incapaz de dormir num quarto com uma porta de
guarda-roupa aberta.
digo que é "mania de organização"...mas é mentira...
morro de medo do monstro do guarda-roupa!

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

certeza?
eu não tenho mais certeza de nada.
sou como aquele
que só sabia que nada sabia
a vida desmentiu todas as minhas certezas absolutas!
hoje sou só
dúvidas!

que bom é ser


qualquer coisa, assim, ao léu,


uma pluma de vender,


um pensamento, um chapéu,


enfim ser, tão-somente isto,


ser apenas pelo meio,


sem um nome,


sem um misto de ancoragem ou de enleio,


ser nada (não é possível)


ser tudo (mas é demais)


ser então o indefinível


nem tão pouco, nem demais.


(Armindo Trevisan)

terça-feira, 2 de setembro de 2008

a vida não tem me dado muito tempo para a vida. continuo trocando o anel de dedo e esquecendo coisas. continuo variando o caminho e mesmo assim não consigo esquecer de certas coisas. o relógio implacável e imparcial continua objetivo no marcar das horas, desconsiderando meus interesses ou necessidades pessoais. vou enchendo pastas de papéis e batendo em portas que continuam trancadas para mim. tirando dois de dois chego ao zero de novo. chegando ao zero alcanço um ponto de partida...e começo tudo de novo. estou tão cansada que não tenho coragem nem de desistir.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

ooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo

o colar de lanternas vermelhas ao longo da marginal anuncia um longo e lento caminho de retorno.
às 18:26 o céu ainda não é azul marinho e a primeira estrela no céu me obriga uma lembrança tão antiga que nem sei de quando...
"primeira estrela que eu vejo me conceda um desejo..."
deixo atrás de mim planilhas e emails iniciados e não terminados...como tantas outras coisas. uma pilha de contas por pagar, nem um tostão no bolso...ligações recebidas e não atendidas, oportunidades perdidas...até a polícia ultimamente resolveu andar atrás de mim. uma noite não dormida pesa nos olhos e nas juntas.

o colar de lanternas vermelhas nesta quase noite parece poesia e me obriga a aceitar que a "alegria" é um impulso interno que, simplesmente, ignora o ambiente.
desfaz-se a ruga na testa...o peito fica leve de novo e a boca permite-se o sorriso...
a vida, chamada real, se enche de boas imagens...
...o cacho descuidado de Maria no rosto...o amor sereno que desperta ao lado...cheiro de pão torrado acordando a casa... a mensagem do colega para a "querida amiga"...o vinho com os companheiros na hora do almoço...a paz!
essa paz que vem de dentro de mim...essa paz!

neste momento é possível a conclusão sábia e simples:
"a felicidade nada mais é do que um punhado de momentos de alegria..."

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

vira e mexe lá vem Maria:
- Na sua época tinha mochila de rodinha?
- Não não tinha.
- Tinha "Naruto"?
- Não, não tinha.
- "Pica Pau" e "Tom e Jerry" tinha né?
- Tinha...e já era chato!
- Tinha "Cartoon Networks"?
- Não, não tinha. Nem internet e nem TV à cabo.
- Não tinha?
- O "Homem Aranha" é da sua época?
- Sim é...mas em quadrinhos?
- O que é quadrinhos?
- Revistinha, Gibi!
- Ah, Gibi! Na sua época tinha tênis de rodinha?
- Não, não tinha.
- Tinha celular?
- Não, não tinha.
- Televisão tinha?
- Sem controle remoto.
- Orkut tinha? Msn?
- Não tinha internet...a gente escrevia cartas.
- Tinha Barbie?
- Só Susi. Eu tive uma.
- Só uma?
- Tinha avião?
- Já tinha.
- Carro tinha?
- Poucas marcas...Fusca tinha.
- Tinha lição de casa?
- Ah, isso tinha!
- Pelo menos alguma coisa tinha né?

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

"A verdade é que não se sobrava tempo para estudar. As alegrias me ocupavam, ficar atenta me tomava dias e dias; havia os livros de histórias que eu lia roendo de paixão as unhas até o sabugo, nos meus primeiros êxtases de tristeza, refinamento que eu já desbrira; havia meninos que eu escolhera e que não me haviam escolhido, eu perdia horas de sofrimento porque eles eram inatingíveis, e mais outras horas de sofrimentos aceitando-os com ternura, pois o homem era o meu rei da Criação; havia a esperançosa ameaça do pecado, eu me ocupava com medo em esperar; sem falar que estava permanentemente ocupada em querer e não querer ser o que eu era, não me decidia por qual de mim, toda eu é que não podia; ter nascido era cheio de erros a corrigir." (Os desastres de Sofia - Felicidade Clandestina - Clarice Lispector)

terça-feira, 19 de agosto de 2008

hoje é um dias daqueles, que acontecem de vez em quando (cada vez com mais freqüência), dia em que as pessoas parecem mais burras e óbvias do que em outros dias. tenho a forte impressão de que falam mais e mais...cada vez mais...cada vez mais alto...tendo cada vez menos o que dizer...mas falam, falam, falam...talvez por desespero...para convencerem a si próprias que têm algo a falar...mas não ouvem a si mesmas...não escutam quanta merda são capazes de dizer...e repetir, repetir, repetir..."enfim". repetindo paradigmas...daria muito trabalho mudar de idéia a essa altura do campeonato.
o maxilar apertado me faz doer os dentes de traz...a nuca fica dura e dolorida...e o corpo parece até desanimar...dia após dia...quanta bobagem, quanta perda de tempo. pessoas que correm para lá e para cá...fingindo-se de muito ocupadas...para na verdade, disfarçar a falta de rumo...de foco, de objetivo.
e elas continuam falando, falando, falando..."enfim"...e enquanto elas falam e falam e falam...a vida passa por elas cheia de novas idéias, novas perspectivas...mas elas estão sempre tão ocupadas...sempre falando tanto....

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

"Isso tudo não chegava a formar uma situação para o casal. Quer dizer, algo que cada um pudesse contar mesmo a si próprio na hora em que cada um pudesse contar mesmo a si próprio na hora em que cada um se virava na cama para um lado e, por um segundo antes de dormir, ficava de olhos abertor. E pessoas precisam tanto poder contar a história delas mesmas. Eles não tinham o que contar. Com um suspiro de conforto, fechavam os olhos e dormiam agitados. E quando faziam o balanço de suas vidas, nem ao menos podiam nele incluir essa tentativa de viver mais intensamente, e descontá-la, como em impostos de renda. ............
Talvez apenas devido à passagem insistente do tempo tudo isso começava, porém, a se tornar diário, diário, diário. Às vezes arfante. (Tanto o homem como a mulher já tinham iniciado a idade cr[itica.) Eles abriam as janelas e diziam que fazia muito calor. Sem que vivessem propriamente no tédio, era como se nunca lhes mandassem notícias. O tédio, aliás, fazia parte de uma vida de sentimentos honestos...........................
Mas enfim, como isso tudo não lhes era compreensível, e achava-se muitos e muitos pontos acima deles, e se fosse expresso em palavras eles não o reconheceriam - tudo isso, reunido e considerado já como passado, assemelhava-se à vida irremediável. À qual eles se submetiam com um silêncio de multidão e com o ar um puco magoado que têm os homens de boa vontade. Assemelha-se à vida irremediável para a qual Deus nos quis." (Os obedientes - Felicidade Clandestina - Clarice Lispector)

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

"Os ovos establam na frigideira, e mergulhada no sonho preparo o café da manhã. Sem nenhum senso de realidade, grito pelas crianças que brotam de várias camas, arrastam cadeiras e comem, e o trabalho do dia amanhecido começa, gritado e rido e comido, clara e gema, alegria entre brigas,
dia que é o nosso sal e nós somos o sal do dia,
viver é extremamente tolerável,
viver ocupa e distrai, viver faz rir. "
(O ovo e a galinha - Felicidade Clandestina - Clarice Lispector)

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

"A existência é um trajeto
temporal;
no caminho,
os anos vão nos fazendo e
também desfazendo.
Talvez seja essa uma das
perguntas fundamentais da vida:
O que eu serei amanhã, o que
terei feito de mim? "
(Histórias de Mulheres - Rosa Montero)

terça-feira, 5 de agosto de 2008

...recomendações médicas a mulheres atormentadas no final do século XIV...
.....
"Por exemplo, quando, em janeiro de 1852, Charlotte Brontë sofreu uma de suas grandes depressões, o médico a proibiu de escrever: achava-se que o trabalho intelectual era anormal nas mulheres e que, portanto, provocava-lhes crises de nervos. "

"Leve a vida mais caseira possível. Mantenha sua filha com a senhora o tempo todo.
Deite-se durante uma hora após cada refeição.
Não tenha mais do que duas horas de vida intelectual por dia.
E não volte nunca a tocar uma pena, um pincel ou um lápis pelo que lhe restar de vida."
....
(Histórias de Mulheres - Rosa Montero)

segunda-feira, 4 de agosto de 2008




"A preguiça nesse sentido não é o ócio, mas seu momento negativo, pejorativo. Assim como o negócio é a negação do ócio, mas num sentido positivo, a preguiça é a negação do ócio num sentido pejorativo. Por isso é possível dizer que a preguiça é autoritária, porque ela é fechada, não deixa espaço para as novidades da vida, para outros olhares, para a aceitação de novas potências. Se há segredo em conviver com a preguiça nossa de todo dia, ele está na possibilidade de saber sua diferença com o descanso necessário ou a afalta de desejo pela vida e suas possibilidades. É muito bom não fazer nada quando isso é uma escolha, mas não é nada bom ser escravo da própria impotência." (Revista Vida Simples - Maio 2008 - Me dá preguiça - Márcia Tiburi)

domingo, 3 de agosto de 2008

"De onde o escritor tira o que escreve?
Seus romances nascem do que ele sabe ou do que ele teme?
Do que viveu ou do que sonhou?"
(Histórias de Mulheres de Rosa Montero)

sábado, 2 de agosto de 2008



no livro "Histórias de Mulheres" de Rosa Montero...sobre Simone de Beauvoir...


" Seja como for, agora sua imagem é mais complexa e mais humana: porque todos temos vergonhas e incoerências a ocultar em nossa vida privada. Por fim, entre tanta glória e tanta miséria, o que fica é a magnífica proeza de ter sido livre e responsável por seu próprio destino. Para o bem e para o mal, Beauvoir se fez a si mesma."

quinta-feira, 31 de julho de 2008


"Frida era muito bonita. Ou mais que bonita: era tremenda. Tinha olhos ferozes e maravilhosos, boc a perfeita, sobrecenho hirsuto, bigode apreciável...Ao seu poderoso físico, Frida acrescentava uma incrível encenação: sempre usava roupas das índias tehuanas, belíssimos cabelos com fitas de cetim, flores, veludos; e se adornava com pesadas jóias pré-colombianasou coloniais." (Histórias de Mulheres - Rosa Montero - emprestado pela querida prima http://www.cafedaavo.blogspot.com/)

quarta-feira, 30 de julho de 2008

MENINOS NÃO LEIAM ESTE POST

(vocês jamais entenderão a importância dessa descoberta)



MENINAS











Descobriram a solução para um dos maiores problemas da humanidade!


Visito regularmente esse blog http://www.bemlegaus.com/


lá tem essa e outras tantas idéias geniais.






terça-feira, 29 de julho de 2008

hotel
sol e frio
sibutramina
filmes
livros
crepe
férias
trânsito
agosto
samba
cheques
manicure
gritos
sussurros...

segunda-feira, 28 de julho de 2008

há males que vêm para o bem.

a lei seca está me deixando reclusa no meu canto...na minha TV e no meu DVD.

este final de semana: "Amor nos tempos do cólera", "Paixão Proibida", "La Dolce Vita", "Nuvens Brancas", "Como roubar um milhão de dólares", "A lei do desejo", "Mar adentro"...e...."Antes do por do sol"."Antes do Por do Sol"...eu não tinha visto esse filme. Houve um primeiro, em 84...na época eu vi...mas devo ter visto como mais um filminho. A continuação é incrível.
É incrível a sensação de reencontrar alguém depois de tantos anos...eu sei exatamente o que ela estava sentindo.

quinta-feira, 17 de julho de 2008


"Ontém é História.
Amanhã é Mistério,
mas hoje é um presente.
Por isso ele tem nome de Presente!"



(Mestre Oogway)

terça-feira, 15 de julho de 2008

bebi uma taça de vinho...ok, um "pouquinho" mais que uma taça
na verdade. Carmenère delicioso numa das taças (de um jogo de 6) que ganhei da melhor amiga que uma mulher poderia ter .


Quanto bebo me dá vontade de escrever. Se eu fosse uma escritora, isso se chamaria "inspiração"...para mim, o nome é "irresponsabilidade".



Escrevo por impulso, muitas vezes como falo ...tantas vezes por impulso. Não preparo o tema, não pesquiso, não consulto no dicionário a grafia correta das palavras (isso vocês já devem ter percebido por aqui). Não tenho paciência para procurar a fotografia certa, quando encontro alguma boa, nunca coloco a fonte (o que considero um erro imperdoável).


Quando bebo a coisa fica mais séria, ocasionalmente acabo perdendo o pouco de censura que me resta...e acabo sendo...irresponsávelmente "reveladora"....sinto que hoje será uma dessas situações, para o bem ou para o mal.



Estou sozinha, fato tão raro e desejado. A sala com quase 30 metros é pequena para a solidão que tanto desejo. A TV exibe "E o Vento Levou"...minha taça (o presente da prima-amiga) anda comigo pela casa...escura e silenciosa...como deve ser a solidão.



Há 20 anos eu já via "E o Vento Levou" (visto que, na época eu tinha 16 anos de idade, isto pode ser considerado normal?). Foi nessa época que, sabe lá Deus o porquê, o filme se tornou um dos meus favoritos. Minhas amigas assistiam "Dirty Dancing" e eu queria ver Scarlat dizendo "eu nunca mais passarei fome"... Naquela época os mais observadores já viam em mim indícios de uma mulher...que não seguiria pela estrada da normalidade.



Há 20 anos eu não imaginava minha vida como ela é hoje, não planejei nada disso...talvez nem conseguisse imaginar uma vida tão boa assim. Eu, numa terça feira com uma taça de vinho e cheiro de canela numa sala vazia com uma parede vermelha e solidão.


Não, eu não tenho dinheiro. Tenho mais dívidas do que poderia pagar, consumo mais do que deveria e menos (muito menos) do que gostaria...gosto sim de coisa boa, e daí?


Já tenho meus 36 anos, uma carreira estressante e interessante, promissora se não acabar comigo antes, muitos "conhecidos", alguns amigos.


Vejo nas realizações de Maria os meus próprios sonhos sendo realizados e tenho muito medo das suas inseguranças. Gostaria que ela não tivesse medo de nada, mas tenho consciência dos medos que tantas vezes eu tenho (até hoje) .


Hoje vivo a "verdade libertadora" que não almejei mas que me é tão bem vinda.
"Reapaixonei-me" pelo primeiro homem da minha vida e hoje revivo uma história de amor. O melhor amigo, o melhor marido e o melhor amante...


Gostaria de ter alguns quilos a menos, algumas horas a mais para mim. Gostaria de ter uma memória melhor para nomes, datas e números, e uma memórias pior para todas as outras coisas.


Minha vida é feita de uma rotina maravilhsosamente gostosa...amanhã tenho que comprar cenouras, cheiro verde e cebola...


Acho que o saldo é positivo!

segunda-feira, 14 de julho de 2008

"A indústria oferece soluções para qualquer tipo de problema e para todos os tipos de bolso: receitas para o sucesso nas prateleiras das livrarias; pílulas da felicidade na farmácia da esquina; o corpo dos sonhos em troca de cheques a perder de vista. Bem vindos. Esses são os tempos da perfeição de massa, onde os defeitos são vistos como erros da natureza que podem ser corrigidos, deletados, deixados para trás. Dentes desalinhados e pés chatos, olhar estrábico e orelhas de abano, escoliose e miopia, verrugas salientes e septos desviados são coisas do passado.

O corpo deixa de ser determinado e pass a ser inventado.

Corremos o risco de deixar de ser aquilo que somos para nos transformarmos em um corpo sem marcas, sem história, sem humores.

Porque pode ser nos defeitos que você insiste em esconder que se expresse sua personalidade. A imperfeição rejeitada por ser sua marca registrada, aquela que faz com que você seja reconhecido e lembrado. Anular as imperfeições é como matar as diferenças.

De que adiantam dentes artificialmente brancos numa boca que não ri?

Ponha uma flor nos seus cabelos crespos, enfeite sua miopia com óculos coloridos. Use sua preguiça como antídoto contra o estresse que paira no escritório, sua rigidez para superar um momento difícil e sua gargalhada estridente para quebrar o gelo."

(Elisa Correa - Vida Simples)

sábado, 12 de julho de 2008

"Treinamento desenvolve habilidades específicas; educação ensina a pensar. O treinamento faz obedecer a ordens cegamente e gera pessoas dependentes. A educação desenvolve pessoas pensantes, responsáveis, autônomas. (Eugênio Mussak - Vida Simples)

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Que sei eu do que serei, eu que não sei o que
sou?
Ser o que penso?
Mas penso tanta coisa!
(Álvaro de Campos)

segunda-feira, 7 de julho de 2008

por incrível que pareça...perdi minha "felicidade
clandestina".
não sei onde deixei. onde se perdeu.
simples assim...perdida...
será isso um sinal?
será Clarice?

terça-feira, 1 de julho de 2008

Caixa Cor de Rosa

The Bedroom, 1888; Van Gogh Museum, Amsterdam, The Netherlands


escolhi para você o que eu desejei para mim...mas na dúvida se é o mesmo que você desejou para você.

te entrego uma caixa cor de rosa cheia de babados, flores e borboletas...torcendo para que você, com lápis de cor ou pincel, pinte com a sua cara.

não deixe que determinem a cor das suas paredes. Você irá decidir se elas serão brancas, terão tons pastéis ou tons vibrantes.

escute a música que te embalar a alma no volume necessário.

viva o filme que quiser.

leia todos os livros que puder...muito mais do que poderão caber nas suas poucas caixas e prateleiras.
não deixe que ninguém limite o número de sonhos que você pode ter.

não deixe que coloquem fundo no seu guarda-roupa.

não deixe que colem as borboletas na parede...elas devem estar livres para voar.

se for seu desejo, durma de luz acesa e com a janela aberta.

se for seu desejo, sonhe com mais de um príncipe encantado.

Não deixe que te impeçam de chamar sua filha de Abigail.