terça-feira, 17 de julho de 2007
Alianças
terça-feira, 10 de julho de 2007
Paraty...

"Pastinha Clarice"
ANONIMATO - Clarice Lispector
ESCREVER - Clarice Lispector
"Eu disse uma vez que escrever é uma maldição. Não me lembro por que exatamente eu o disse, e com sinceridade. Hoje repito: é uma maldição, mas uma maldição que salva. Não estou me referindo muito a escrever para jornal. Mas escrever aquilo que eventualmente pode se transformar num conto ou num romance. É uma maldição porque obriga e arrasta como um vício penoso do qual é quase impossível se livrar, pois nada o substitui. E é uma salvação."
"Uma coisa que já adivinhava: era preciso tentar escrever sempre, não esperar por um momento melhor porque este simplesmente não vinha. Escrever sempre me foi difícil, embora tivesse partido do que se chama vocação. Vocação é diferente de talento. Pode-se ter vocação e não ter talento, isto é, pode-se ser chamado e não saber como ir."
MÁQUINA ESCREVENDO - Clarice Lispector
AO CORRER DA MÁQUINA I - Clarice Lispector
BICHOS I - Clarice Lispector
UM EXPERIÊNCIA - Clarice Lispector
UM REINO CHEIO DE MISTÉRIOS - Clarice
CONVERSA DESCONTRAÍDA: 1972 - Clarice L.
ESTADO DE GRAÇA - Clarice Lispector
LIÇÃO DE FILHO - Clarice Lispector
SENSIBILIDADE INTELIGENTE - Clarice Lispector
Medo da Eternidade - Clarice Lispector
quinta-feira, 21 de junho de 2007
Minha história????
Você me roubou minha história!
Você fica com as suas...eu com as minhas!
segunda-feira, 18 de junho de 2007
Ímpares
"Produzindo pensamentos libertadores luminosos. Superando tempestades, reerguendo paredes, depois dos terremotos, emergindo de águas profundas. Cantando a canção que vier à alma. Fazendo festas e celebrando superação."
Assustadora revelação de como as coisas podem acontecer. Análise de situações sob outra ótica.
quarta-feira, 6 de junho de 2007
Além do nosso entendimento
Hoje ganhei um box com as principais obras de Allan Kardec...um de meus mais novos amigos...quem sabe descubro em outros planos explicações que aqui não estou conseguindo encontrar.
domingo, 3 de junho de 2007
Final de Semana
Neste domingo me atiro a madrugada em busca de respostas. Silenciosa, com os olhos ainda um pouco abatidos pelos últimos acontecimentos, busco na noite, como tantos já buscaram...respostas.
Vou ao Frans em busca de um café. Talvez fume até um cigarro e coma um waffle. Talvez encontre respostas.
VERMELHO
Vermelho é vida. Sangue vivo.
Nas luvas brancas.
No sangue mensal, no sangue fatal.
Da carne e da correção.
Vermelho na alma, que espante o luto.
Vermelho do parto e na queimadura que dói .
Nos olhos verrmelhos de tanto chorar .
Vermelho na boca, na unha, na roupa.
Fita vermelha contra mal olhado
Vermelho no sapato da puta e do Papa.
Vermelho no vestido da Júlia
Meu buquê de rosas vermelhas
Na manta do toureiro.
Vermelho da blusa de gola role que uso hoje .
Do xale de lá feito à mão.
Morangos vermelhos e ônibus londrinos.
Vermelho Mondrian.
Vermelho no extrato bancário.
Na bandeira do Japão.
No sinal vermelho e no molho de macarrão.
Do fruto proibido. No proibido fumar ou estacionar
Da parede vermelha onde correm meus cavalos assinados em vermelho.
Vermelho de raiva.
Do vinho tinto.
Dos cabelos vermelhos de Gilda.
Vermlho da roupa de Noel.
Do índio extinto, do urucum e do piriquiti.
Na bala de canela, vermelho da rosa e do antúrio.
Do nariz do palhaço e da boca da gueixa.
Do dragão e do amuleto, do extintor.
Bule vermelho de ágata.
Vermelho que é cor primária.
De copas e ouro.
Do veludo das cadeiras do parlamento.
Da pimenta e da pitanga.
Da terra vermelha do interior e dos telhados de Ouro Preto.
De Che, Lula e Hitler.
Da fruta do café e do guaraná.
Vermelho do Pau Brasil que um dia existiu.
Da manta do monge.
Da vela de macumba.
De Exu e São Jorge.
Vermelho de tudo que só vermelho poderia ser.
Vermelho do coração!
sexta-feira, 1 de junho de 2007
Toc Toc
..."toc toc toc"...o salto das minhas botas pretas nas calçadas silenciosas. Sem saber exatamente onde íam mas seguindo a passos firmes.
Ladeiras sem cansaço, ruas escuras sem medo da violência da cidade, madrugada sem sono ou fadiga. A noite saboreada numa jornada silenciosa para dentro de mim..."toc toc toc"...
O cheiro de rosas a me acarinhar por toda a caminhada me dava a confortável sensação de estar sendo cuidada.
Carregando os cacos que sobraram do nosso amor (obrigada prima) observava os caquinhos que ornamentavam as calçadas..."toc toc toc"...
Cruzei com bêbados e boêmios, desconfiei do comportamento de alguns...muitos desconfiaram do meu....nada diminuía o rítmo das minhas botas pretas..."toc toc toc"...
Eu, nascendo de novo...parto dolorido...na última noite de maio. Casaco de couro, cachecol...e botas pretas ... "toc toc toc"... a me levar.
Na minha lembrança, as noites tristes sempre são frias.
Num bar quase vazio, um cantor, um violão, MPB...desejei entrar, sentar, ouvir a música com uma cerveja....minhas botas não permitiram..."toc toc toc"...
Passei por casas e lojas dormindo de portas fechadas. Ruas em repouso, desertas. Imagens do meu dia a dia num quadro diferente... luz cenográfica, silêncio teatral..."toc toc toc"...
Uma cidade carinhosa a acolher meu momento de reflexão...sem fazer alarde, sem emitir opiniões ou dar conselhos..."Toc toc toc"...
Queria apenas estar quieta. Andando. Pensando. Deixando minhas botas me levarem..."toc toc toc"...
quarta-feira, 30 de maio de 2007
ACRIDOCE

Na cidade, frio. Dentro de mim também.
À noite, Clarice me faz companhia.
Ilumina minha tristeza com a luz do seu saber.
Cada folha virda de "Aprendendo a Viver"
me aproxima mais de Clarice.
Clarice com sua simplicidade complicada.
Clarice sempre terá o sabor "acridoce" deste estranho filme.
Inverno, Insônia, Insegurança...Olhos tristes.
Hoje sou a tartaruga de Clarice:
sem casco nem cabeça, arfando dentro da geladeira.
Ontém virei a última página do meu primeiro caso de amor com Clarice: "Aprendendo a Viver" - agora ela também é um pouco minha (pode morrer de ciúme) e eu sou um pouco dela.
terça-feira, 29 de maio de 2007
Homenagem à "Laura Braga"
sexta-feira, 18 de maio de 2007
ORGANOGRAMA
Novamente...eu e mais uma FUSÃO. Olhares buscando no meu respostas que eu não tenho. Vidas por trás de crachás. Histórias e sonhos que não cabem nas "caixinhas".
segunda-feira, 14 de maio de 2007
Reunidos?
sábado, 5 de maio de 2007
Reticências...
Harmonia

"Não se precipite. Pense muito bem antes de falar em separação.
Muitos se casam sem saber que o casamento não é só a junção de duas pessoas sob um mesmo teto, mas a construção de uma nova vida, a dois, e que isso pode significar a necessidade de abrir mão de hábitos e projetos individuais. Tal demanda às vezes causa frustrações e brigas. Quem não tem força para superá-las e evoluir acaba fugindo do jogo antes de conhecer suas regras.
Nas últimas décadas, temos testemunhado uma espécie de banalização da experiência conjugal. É cada vez maior o número de casamentos que são rapidamente desfeitos. Sem muito pensar, os parceiros dizem: "Vamos nos separar". Na verdade é como se estivessem dizendo: "Assim não brinco mais!" E acabam se separando mesmo, sem refletir sobre as causas da insatisfação. Acontece que um casamento não é uma brincadeira e não se pode simplesmente botar a bola embaixo do braço e sair de campo. Ou, pelo menos, não parece sensato fazer isso de forma irrefletida, uma vez que a união foi desejada. Numa perspectiva sensata e adulta, a questão que se coloca é: no que está pensando um casal (ou uma de suas partes) quando diz que quer separar-se? O que se esconde por trás desse "não brinco mais?". Talvez a intenção seja preservar as individualidades, engolidas pelos papéis associados ao casamento. Talvez a proposta radical só mascare um protesto, uma queixa, ou expresse desejos pessoais, demandas que não requerem, de modo algum, rompimento.
Construir um casamento não é tarefa fácil. Exige a revisão de valores e a renúncia a expectativas, hábitos, crenças, projetos, desejos e até esperanças. Isso não significa que essas dimensões serão levadas à extinção, tampouco que uma parte deva se anular diante das necessidades e demandas da outra. Mas significa que a união conjugal é um ponto zero a partir do qual se estabelecem novos costumes, intentos, planos e ideais de felicidade. Para empregar um jargão psicológico, o casamento não é a soma de duas individualidades, mas um terceiro fenômeno, que transcende, supera e se diferencia da mera colagem dessas individualidades, para alcançar um feito novo: a vida a dois. Vida a dois é diferente da vida de uma mais um, mas muitas pessoas entram no casamento movidas pela ingênua crença de que apenas somarão duas peculiaridades. Ou casam-se apoiadas na suposição de que o casamento é a preservação de um - um só - acrescido de um apêndice, uma espécie de upgrade. Adquire-se um marido ou uma esposa como se compra uma coisa utilitária qualquer, que deverá simplesmente se ajustar àquilo que já está pronto, ou seja: a própria indivualidade, o próprio modo de ser, os próprios hábitos e valores.
O tal "não brinco mais", mascarado de "quero me separar", em geral expressa o ressentimento pela vivência da perda de uma condição idealizada, em que o parceiro é almejado como um adereço, sem que se tenha de renunciar a nada, sacrificar nada, aprender nada e, não menos importante, sem que a pessoa se disponha a evoluir. A experiência dessa perda é, de fato, penosa. Poucas pessoas se preparam para vivê-la, por não compreenderem o significado do casamento. Imaginam uma coisa e, quando chegam lá, é outra.
No entanto, é bom advertir: todos os casais passam por frustrações e decepções, além de experimentarem enorme demanda por transformações pessoais. Todos, não apenas aqueles que chegam à separação. A frustração é inerente à empreitada conjugal - e sem ela não existem crescimento, evolução e transformação.
Bem sucedidos são os casamentos que sobrevivem à perda da imagem idealizada de que uma união é feita somente de harmonia.
Sejamos otimistas, porém também sensatos: basta que os pretendentes saibam que a tão desejada harmonia é um ponto ao qual se chega, que se constrói, raramente se apresentando como um ponto de partida. Mesmo quando presente desde o início, a harmonia há de ser descontruída em favor da edificação de uma configuração melhor e mais madura.
*Alberto Lima, psicoterapeuta de orientação junguiana, é professor-doutor em Psicologia Clínica e autor de O Pai e a Psique (Editora Paulus).
Dia desses, amiga minha, após 4 meses de casada, me liga falando em separação. Em seguida, na sala de espera do dentista li este texto, recortei, mandei para ela. Que ela seja feliz! E eu também!
quinta-feira, 3 de maio de 2007
Pendurando os quadros




