quarta-feira, 22 de julho de 2009
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Choca-me saber que você já tem desejos e cheiros de mulher.
Que você já tem sua cor predileta e não é a que eu escolhi para você.
Choca-me ouvi-la dizendo, com intimidade, nomes de bandas que eu ignoro.
Saber que você sonhas com príncipes e vampiros de fábulas juvenis.
Choca-me saber que você já pode pentear e prender seus cachos sem minha ajuda.
Que seus olhos estão perdendo o formato arredondado da infância.
Fico feliz quando vejo que você ainda roe as unhas.
Choca-me saber que você já mantem segredos e saudades. Que sua dor dói muito mais em mim.
Coleciono, desesperada, seus desenhos na minha cabeceira sob vidro grosso, na tentativa desesperada de prender sua infância perto de mim.
domingo, 17 de maio de 2009
quinta-feira, 14 de maio de 2009
terça-feira, 12 de maio de 2009
sexta-feira, 1 de maio de 2009
terça-feira, 28 de abril de 2009
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Todos os dias é um vai-e-vemA vida se repete na estaçãoTem gente que chega pra ficarTem gente que vai pra nunca maisTem gente que vem e quer voltarTem gente que vai e quer ficarTem gente que veio só olharTem gente a sorrir e a chorar
nesta semana, a saudade doeu maisvi a dor da saudade no olhar da caçulaquis colocá-la no meu colo e consolar seu choro
segunda-feira, 30 de março de 2009
.quero olhar a lua que me olha na marginal
.ouvir maria dizendo que a trema foi para plutão
.quero falar dos livros verdes e vermelhos que ainda não li
.compará-los entre si
.assistir aos filmes que se enfileram a minha espera
.fazer as planilhas
.sambar os sambas do zé com as irmãs
.tomar um santa carolina com a querida amiga mais que irmã
.quero, de novo, visitar brennand
.e a capela de michelângelo e a cidade de mozart
.deixar crescerem as tulipas que brotam aos pés do pessegueiro
.quebrar os caquinhos e fazer mais bandejas giratórias
.colorir o desenho da moça na janela
.emoldurar o feiticeiro e ficar olhando nos seus olhos
.tomar café sozinha no meio da madrugada
.entender a partida da amiga no meio do dia
.quero o tempo que a vida me rouba todo dia
.quero roubar um pouco do passado - copiar e colar para o futuro
.quero escrever sem rascunho
.da alma para a palavra
.quero guardar momentos para poder degustar depois com tempo
.sentar no crepúsculo com uma taça de cristal e beber a vida!
...................
...os pontinhos que iniciam a frase são minha forma de agradecer
ao querido amigo visitante...http://dtuduh.blogspot.com/
quarta-feira, 25 de março de 2009
"Mas, só quando um cachorrinho marrom passou trotando com
solenidade, e caminhou de volta, como um pequeno cachorro 'teatral', como um
cachorrinho que tivesse sido dopado, foi que a Srta Brill se deu conta do que é
que tornava tudo aquilo tão interessante. Estavam todos num palco. Não eram
apenas a platéia, que só assistia, estavam todos representando. Ela própria
desempenhava um papel, e vinha ali todos os domingos. Sem dúvida alguém notaria,
se ela faltasse um domingo; afinal, ela fazia parte do espetáculo."
terça-feira, 24 de março de 2009
segunda-feira, 23 de março de 2009
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
domingo, 15 de fevereiro de 2009
No meio da semana alguém me disse: "vá pelo coração e não pela palavra". Talvez fosse esse o empurrãozinho que faltasse....ouvi o chamado de "João" e cá estou...nesta terra desconhecida ao norte...com gente que fala cantando e sorri o tempo todo.
Quantas vezes o mais louco mostra-se o mais sensato. Talvez razão demais também seja uma forma de loucura...quem sabe? Nas partidas e nas chegadas as pessoas se abraçam e se emocionam. É incrível como a distância geográfica pode mexer com os sentimentos das pessoas.
De um dia para o outro. Sem programa, sem aviso, sem razão...quase sem lenço nem documento!
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

- Demoliram a casa da esquina?
- Qual?
- Da esquina com a rua da feira.
- Sei.
- Aquela do homem que teve fogo selvagem.
- Teve é?
- Uma vez minha vó me contou. Disse que o irmão dele teve também.
- Aquele que era casado com a mulher que usava peruca ruiva?
- Esse mesmo.
- Tinha duas cadelas idênticas no quintal. Uma chamava Ana Paula.
- Ana Paula é?
- É!
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Teias de aranha no triste encontro das paredes.Dobradiças chorando.Cadeados enferrujados e correspondências envelhecidas
espalhadas no quintal.Vasos vazios e plantas mortas de sede.Móveis que dormem sob panos empoeirados.Cheiro de casa de veraneio.A "Casinha" virou quarto de bagunça...arquivo morto.Armário que a gente tem medo de abrir e começar a mexer.Saí pensando que voltava em breve,não deixei placa nem bilhete.Acabei me perdendo entre e mails práticos e extratos
bancários.Visitantes vieram, voltaram...estranharam...um dia deixaram de
bater e não voltaram mais.A pintura da fachada tem ar desbotado.Anceio pelo dia da volta. Quando? Pois é!Vou abrir janelas. Despertar uma poltrona e colocá-la numa
fresta de sol.Com Clarice no colo....vou voltar para a Casinha.Quem sabe coar um café fresquinho?
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
alguém disse certa vez que o ser humano só
devia guardar na vidao que ele é capaz de carregar com ele...na verdade alguns objetos morrem,são esquecidos entre uma geração e outra,alguns perdem a memória.eu guardo alguns, mais do que posso
carregar...e também carrego com eles algumas
histórias!
na década de 40 o pai do meu sogro ganhou de presente de casamento. ficou
esquecido no alto do armário da cozinha de uma tia. eu o namorei por 8
anos...quando a tal tia perguntou o que eu queria ganhar de presente de
casamento...não exitei por um segundo!

o rádio era companheiro da vó. ela colava nele toda noite e costurava na velha
máquina de costura. em cima dele ficavam pequenos bibelôs, miniaturas de jogos
de chá...esses perderam-se no tempo...como lembro daquelas pecinhas.
a história do CUCO foi uma história que se perdeu...talvez nos 11 anos de tio
amado perdido também. não consegui saber a história do cuco...não tive tempo
para isso.
enquanto eu nascia, o pai impaciente foi dar uma volta. entrou numa loja de
brinquedos e lá escolheu um presente de menina e outro de menino...taí...nasci
menina!

comadre da mãe viajou para Botucatu. chegou lá na casa de parente e viu as
peças...pediu para levar...e me deu de presente!

uma vez uma velhinha do bairro morreu. a nova esposa do velhinho logo fez um
bazar com os pertences da falecida...lá tava eu.

essa não é antiga...antigo é o desejo. ganhei num ato de extremo romantismo. é
meu canto, meu descanso...é meu!

de PAI para FILHA...
de FILHA para FILHA...
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
quinta-feira, 20 de novembro de 2008

O meu samba vai curar teu abandono
O meu samba é de vida e não de morte
Meu Samba, defendi com alegria








