terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
domingo, 15 de fevereiro de 2009
No meio da semana alguém me disse: "vá pelo coração e não pela palavra". Talvez fosse esse o empurrãozinho que faltasse....ouvi o chamado de "João" e cá estou...nesta terra desconhecida ao norte...com gente que fala cantando e sorri o tempo todo.
Quantas vezes o mais louco mostra-se o mais sensato. Talvez razão demais também seja uma forma de loucura...quem sabe? Nas partidas e nas chegadas as pessoas se abraçam e se emocionam. É incrível como a distância geográfica pode mexer com os sentimentos das pessoas.
De um dia para o outro. Sem programa, sem aviso, sem razão...quase sem lenço nem documento!
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

- Demoliram a casa da esquina?
- Qual?
- Da esquina com a rua da feira.
- Sei.
- Aquela do homem que teve fogo selvagem.
- Teve é?
- Uma vez minha vó me contou. Disse que o irmão dele teve também.
- Aquele que era casado com a mulher que usava peruca ruiva?
- Esse mesmo.
- Tinha duas cadelas idênticas no quintal. Uma chamava Ana Paula.
- Ana Paula é?
- É!
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Teias de aranha no triste encontro das paredes.Dobradiças chorando.Cadeados enferrujados e correspondências envelhecidas
espalhadas no quintal.Vasos vazios e plantas mortas de sede.Móveis que dormem sob panos empoeirados.Cheiro de casa de veraneio.A "Casinha" virou quarto de bagunça...arquivo morto.Armário que a gente tem medo de abrir e começar a mexer.Saí pensando que voltava em breve,não deixei placa nem bilhete.Acabei me perdendo entre e mails práticos e extratos
bancários.Visitantes vieram, voltaram...estranharam...um dia deixaram de
bater e não voltaram mais.A pintura da fachada tem ar desbotado.Anceio pelo dia da volta. Quando? Pois é!Vou abrir janelas. Despertar uma poltrona e colocá-la numa
fresta de sol.Com Clarice no colo....vou voltar para a Casinha.Quem sabe coar um café fresquinho?
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
alguém disse certa vez que o ser humano só
devia guardar na vidao que ele é capaz de carregar com ele...na verdade alguns objetos morrem,são esquecidos entre uma geração e outra,alguns perdem a memória.eu guardo alguns, mais do que posso
carregar...e também carrego com eles algumas
histórias!
na década de 40 o pai do meu sogro ganhou de presente de casamento. ficou
esquecido no alto do armário da cozinha de uma tia. eu o namorei por 8
anos...quando a tal tia perguntou o que eu queria ganhar de presente de
casamento...não exitei por um segundo!

o rádio era companheiro da vó. ela colava nele toda noite e costurava na velha
máquina de costura. em cima dele ficavam pequenos bibelôs, miniaturas de jogos
de chá...esses perderam-se no tempo...como lembro daquelas pecinhas.
a história do CUCO foi uma história que se perdeu...talvez nos 11 anos de tio
amado perdido também. não consegui saber a história do cuco...não tive tempo
para isso.
enquanto eu nascia, o pai impaciente foi dar uma volta. entrou numa loja de
brinquedos e lá escolheu um presente de menina e outro de menino...taí...nasci
menina!

comadre da mãe viajou para Botucatu. chegou lá na casa de parente e viu as
peças...pediu para levar...e me deu de presente!

uma vez uma velhinha do bairro morreu. a nova esposa do velhinho logo fez um
bazar com os pertences da falecida...lá tava eu.

essa não é antiga...antigo é o desejo. ganhei num ato de extremo romantismo. é
meu canto, meu descanso...é meu!

de PAI para FILHA...
de FILHA para FILHA...
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
quinta-feira, 20 de novembro de 2008

O meu samba vai curar teu abandono
O meu samba é de vida e não de morte
Meu Samba, defendi com alegria
sábado, 13 de setembro de 2008
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
tenho sérias dificuldades em administrar os "porquês" e "bicos" de Maria. nem sempre, no final do dia, tenho a paciência necessária para recortar palavras começadas com "gue" e "gui". eu definitivamente odeio "Cartoon Networks" e os sapatinhos da "Polly"... não sei como explicar a ela que simplesmente, por mais incrível e inacreditável que isso possa parecer, não posso comprar tudo o que ela deseja...eu nem sei como ela consegue desejar tudo o que ela deseja... não sei o que responder quando ela vem reclamando que as "costas estão coçando" com um ar de acusação como se eu tivesse culpa de ter gerado um ser...que pode sentir coceira nas costas. não consigo ficar indiferente às suas "crises precoces de adolescente" e isso torna as tais crises ainda mais freqüentes e eu ainda mais intolerante. tento o tempo todo ferozmente resistir a tentação de resolver os seus problemas, tirar todas as suas dúvidas, elevar sua auto-estima, espantar seus fantasmas...nesses momentos me sinto o ser mais impotente e incompetente do planeta...entenda...ainda outro dia eu era uma menina mimada e bicuda que vivia com coceira nas costas.
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
sábado, 6 de setembro de 2008
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
que bom é ser
qualquer coisa, assim, ao léu,
uma pluma de vender,
um pensamento, um chapéu,
enfim ser, tão-somente isto,
ser apenas pelo meio,
sem um nome,
sem um misto de ancoragem ou de enleio,
ser nada (não é possível)
ser tudo (mas é demais)
ser então o indefinível
nem tão pouco, nem demais.
(Armindo Trevisan)
terça-feira, 2 de setembro de 2008
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
vira e mexe lá vem Maria:- Na sua época tinha mochila de rodinha?- Não não tinha.- Tinha "Naruto"?- Não, não tinha.- "Pica Pau" e "Tom e Jerry" tinha né?- Tinha...e já era chato!- Tinha "Cartoon Networks"?- Não, não tinha. Nem internet e nem TV à cabo.- Não tinha?- O "Homem Aranha" é da sua época?- Sim é...mas em quadrinhos?- O que é quadrinhos?- Revistinha, Gibi!- Ah, Gibi! Na sua época tinha tênis de rodinha?- Não, não tinha.- Tinha celular?- Não, não tinha.- Televisão tinha?- Sem controle remoto.- Orkut tinha? Msn?- Não tinha internet...a gente escrevia cartas.- Tinha Barbie?- Só Susi. Eu tive uma.- Só uma?- Tinha avião?- Já tinha.- Carro tinha?- Poucas marcas...Fusca tinha.- Tinha lição de casa?- Ah, isso tinha!- Pelo menos alguma coisa tinha né?
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
terça-feira, 19 de agosto de 2008
o maxilar apertado me faz doer os dentes de traz...a nuca fica dura e dolorida...e o corpo parece até desanimar...dia após dia...quanta bobagem, quanta perda de tempo. pessoas que correm para lá e para cá...fingindo-se de muito ocupadas...para na verdade, disfarçar a falta de rumo...de foco, de objetivo.
e elas continuam falando, falando, falando..."enfim"...e enquanto elas falam e falam e falam...a vida passa por elas cheia de novas idéias, novas perspectivas...mas elas estão sempre tão ocupadas...sempre falando tanto....
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Talvez apenas devido à passagem insistente do tempo tudo isso começava, porém, a se tornar diário, diário, diário. Às vezes arfante. (Tanto o homem como a mulher já tinham iniciado a idade cr[itica.) Eles abriam as janelas e diziam que fazia muito calor. Sem que vivessem propriamente no tédio, era como se nunca lhes mandassem notícias. O tédio, aliás, fazia parte de uma vida de sentimentos honestos...........................
Mas enfim, como isso tudo não lhes era compreensível, e achava-se muitos e muitos pontos acima deles, e se fosse expresso em palavras eles não o reconheceriam - tudo isso, reunido e considerado já como passado, assemelhava-se à vida irremediável. À qual eles se submetiam com um silêncio de multidão e com o ar um puco magoado que têm os homens de boa vontade. Assemelha-se à vida irremediável para a qual Deus nos quis." (Os obedientes - Felicidade Clandestina - Clarice Lispector)
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
terça-feira, 5 de agosto de 2008
...recomendações médicas a mulheres atormentadas no final do século XIV...segunda-feira, 4 de agosto de 2008

"A preguiça nesse sentido não é o ócio, mas seu momento negativo, pejorativo. Assim como o negócio é a negação do ócio, mas num sentido positivo, a preguiça é a negação do ócio num sentido pejorativo. Por isso é possível dizer que a preguiça é autoritária, porque ela é fechada, não deixa espaço para as novidades da vida, para outros olhares, para a aceitação de novas potências. Se há segredo em conviver com a preguiça nossa de todo dia, ele está na possibilidade de saber sua diferença com o descanso necessário ou a afalta de desejo pela vida e suas possibilidades. É muito bom não fazer nada quando isso é uma escolha, mas não é nada bom ser escravo da própria impotência." (Revista Vida Simples - Maio 2008 - Me dá preguiça - Márcia Tiburi)
domingo, 3 de agosto de 2008
sábado, 2 de agosto de 2008






