alguém disse certa vez que o ser humano só
devia guardar na vidao que ele é capaz de carregar com ele...na verdade alguns objetos morrem,são esquecidos entre uma geração e outra,alguns perdem a memória.eu guardo alguns, mais do que posso
carregar...e também carrego com eles algumas
histórias!
na década de 40 o pai do meu sogro ganhou de presente de casamento. ficou
esquecido no alto do armário da cozinha de uma tia. eu o namorei por 8
anos...quando a tal tia perguntou o que eu queria ganhar de presente de
casamento...não exitei por um segundo!

o rádio era companheiro da vó. ela colava nele toda noite e costurava na velha
máquina de costura. em cima dele ficavam pequenos bibelôs, miniaturas de jogos
de chá...esses perderam-se no tempo...como lembro daquelas pecinhas.
a história do CUCO foi uma história que se perdeu...talvez nos 11 anos de tio
amado perdido também. não consegui saber a história do cuco...não tive tempo
para isso.
enquanto eu nascia, o pai impaciente foi dar uma volta. entrou numa loja de
brinquedos e lá escolheu um presente de menina e outro de menino...taí...nasci
menina!

comadre da mãe viajou para Botucatu. chegou lá na casa de parente e viu as
peças...pediu para levar...e me deu de presente!

uma vez uma velhinha do bairro morreu. a nova esposa do velhinho logo fez um
bazar com os pertences da falecida...lá tava eu.

essa não é antiga...antigo é o desejo. ganhei num ato de extremo romantismo. é
meu canto, meu descanso...é meu!

de PAI para FILHA...
de FILHA para FILHA...












"Antes do Por do Sol"...eu não tinha visto esse filme. Houve um primeiro, em 84...na época eu vi...mas devo ter visto como mais um filminho. A continuação é incrível.



















